Vamos começar organizando as ideias. No dia 2 de agosto de 1953 você nasceu. Em 2 de agosto de 2013 você faz 60 anos e por isto estamos comemorando esta data tão especial, com direito a champanhe e tudo o mais. Todavia, sua contagem de tempo terrestre, foi suspensa há dois anos atrás, quando você mudou de endereço digamos "vibracional". E agora, em seu novo endereço como funciona o tempo? Eu confesso que não tenho a mínima ideia, mas tenho que reconhecer que você participa de alguma estrutura espaço/temporal. E como tudo isto é muito confuso, resolvi deixar o melindre de lado e te enviar esta mensagem com todo meu amor.
Intuo que você a receberá e ficará feliz com ela. Nós dois sabemos que tem um médium muito especial que recebe notícias suas e me repassa. Você não tem ideia qual não foi minha surpresa quando ele (nosso médium) me passou duas mensagens suas. Se fosse outra pessoa talvez eu nem mesmo acreditaria.
De qualquer forma meu anjo, esta lembrança é mais um tributo. Como eu já disse trata-se de uma contagem terrestre. Mas eu acho que tem um grande valor afetivo e estético. Você viu a "sua foto". Pois é! Muito especial.
E para não pensarem que isto é papo de doido - falo com a voz do coração - Feliz aniversário, minha boneca.
PS: Para ser sincero não estou nem um pouquinho preocupado em achar que é papo de doido, por uma razão muito simples: afinal o que é a loucura? A morte? A vida depois da morte? A vida na vida? Já dizia meu predileto poeta - o Carlos - "Como ficou chato ser moderno - agora somos eterno". Pronto; aí cabem todos as dimensões do tempo, do pós-tempo, da anterioridade do tempo e todos os entes ontológicos que soe passear pela nervura do ser. (caramba - peguei pesado - mas é coisa de filósofo - você sabe).
Seu eternamente
Fred
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
24 de outubro de 2012 - "Em Tuas mãos entrego meu espírito"
CORPO
Este
desconsolo de ficar
Numa
hora insuspeita da noiteDiluído numa sinfonia abstrata
E perante a transitoriedade do amor
Ir buscar no sono distante
A fuga da fuga!
Meu
coração se incorpora
À
terceira galáxiaE se recusa – violento –
Desprender-se do eterno.
Talvez se memória ajudasse.
Se um corpo de mulher
- um corpo etéreo de mulher –
Surgisse sobre o ombro
Para colher este poema
- uma flor de bronze –
E
depois submergisse
Ao
contato de outro corpo- meu corpo perplexo e confuso –
O
dia seria uma conjugação possível.
Mas
o tempo avança,
Se
enrosca aqui e acolá,Anuncia tornados, isola os amantes,
Sufragando uma noite peremptória
na alma de descuidado vivente.
Na
infância aprendi lições de romantismo.
Na
idade adultaEstas lições agora emolduradas
Em velhos casarões
Reúnem-se
a incríveis paisagens
Para
zombar dos descuidos sentimentaisQue a cada espaço de vida
Desfalecemos
- a vida vira coisa incerta -.
Mas
se a memória ajudasse!
Porém
o ar retém uma imagemQue obscura o cérebro,
Conduz a insônias terríveis
E – de surpresa – repousa no travesseiro
Para ternamente dizer de um tempo pretérito
Onde
certa vez o amor aconteceu de súbito.
Não.Não há consolo quando o coração
Pretende fugas ao eterno.
Madrugada
começa a busca
de
um sucedâneo para a solidão.
Será
vão – mas percorremos o quarto vazio:
- Lençóis rebuscados restam
Como testemunho da febre
Que antecede a diluição da entrega –
Só
mais tarde,
Muitíssimo
mais tarde,
Ocorre
de improviso
Ao
artista que em pleno palcoPerdeu sua máscara:
O corpo é a um só tempo:
- fogo, miragem, espera.
(Observação:
se não me engano este poema foi escrito em 1974. Ele tem algo de “precognição” pela
experiência que vivenciei após o falecimento da Lenir. Na data de ontem eu creio ter deixado a Lenir - e a mim mesmo - realizarmos nossas libertações.)
domingo, 23 de setembro de 2012
Sol, arvores frutíferas e natureza: Recanto da Vovó Lenir
Le,
Você deve se lembrar bem como nossas crianças curtiam o "Sítio do Vovô Joaquim". Eles ainda se lembram como os melhores tempos da vida deles. Comemorações de páscoa, carnaval, feriados; enfim era nosso refúgio em São Paulo.
Agora, como conversamos e planejamos já estão quase concluídas as reformas da nossa chácara. Olha, eu não me esqueci de abrir a passagem da sala para os novos quartos, como você queria. Ficou muito legal. Neste portão do meio, entre os dois módulos da cada, fica um corredor que dá para os quartos. Vou colocar os vidros nas janelas e passar o selador nas paredes. Espero que você tenha gostado. Ah! Ia me esquecendo. Fiz uma mudancinha no nome da chácara, que tenho certeza, nossos netinhos vão adorar. A Sohia já disse que aprova. Mas vai ser o "Recanto da Vovó Lenir". Esta é uma forma gostosa deles estarem com você. E sua energia irradiante estar sempre presente no local. Você viu que chique: até uma garagem tem. Assim quando estiver chovendo não precisamos mais meter o pé na lama. Mas olha, agora já final de setembro, estou rezando por um pouquinho de lama. Ninguém aguenta mais tanta segura. Estes dois Ipês Brancos em frente da casa logo logo estarão florindo. Descobri que temos um pé de "lichia" bem no fundo do terreno, Até o final do ano os meninos estarão aqui. Um grande beijo querida e até mais.
Eternamente - seu Fred
Você deve se lembrar bem como nossas crianças curtiam o "Sítio do Vovô Joaquim". Eles ainda se lembram como os melhores tempos da vida deles. Comemorações de páscoa, carnaval, feriados; enfim era nosso refúgio em São Paulo.
Agora, como conversamos e planejamos já estão quase concluídas as reformas da nossa chácara. Olha, eu não me esqueci de abrir a passagem da sala para os novos quartos, como você queria. Ficou muito legal. Neste portão do meio, entre os dois módulos da cada, fica um corredor que dá para os quartos. Vou colocar os vidros nas janelas e passar o selador nas paredes. Espero que você tenha gostado. Ah! Ia me esquecendo. Fiz uma mudancinha no nome da chácara, que tenho certeza, nossos netinhos vão adorar. A Sohia já disse que aprova. Mas vai ser o "Recanto da Vovó Lenir". Esta é uma forma gostosa deles estarem com você. E sua energia irradiante estar sempre presente no local. Você viu que chique: até uma garagem tem. Assim quando estiver chovendo não precisamos mais meter o pé na lama. Mas olha, agora já final de setembro, estou rezando por um pouquinho de lama. Ninguém aguenta mais tanta segura. Estes dois Ipês Brancos em frente da casa logo logo estarão florindo. Descobri que temos um pé de "lichia" bem no fundo do terreno, Até o final do ano os meninos estarão aqui. Um grande beijo querida e até mais.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Na vesperal da primavera!
Olha ai Duda. Você e a Lenir devem estar em endereço próximo. De qualquer forma não deve ser difícil encontrá-la. O pessoal daí deve possuir algum tipo de Guia de Endereços ou equivalente. De qualquer forma todos sabemos como nos ligam "nossos laços de família". Um grande beijo meu pai. Manda um beijão meu também para Lenir. Um dia, com certeza, iremos todos nos encontrar. E vai ser uma bela farra. Até logo.
Eternamente, Fred .
Eternamente, Fred .
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Retratos da beleza da vida. Em nossa alma eternizamos nosso amor - Lenir e Fred
Nesta foto, tirado no dia 2 de agosto de 2011, comemoramos o aniversário da Lenir. Foi uma boa suspresa organizada pela minha mãe, Inez, por irmãos e irmãs, cunhadas e sobrinhos.
Na foto ao lado, tirada em Floripa em 2009, estamos a Lenir e eu, como padrinhos de casamento de minha sobrinha Vaneza.
Na foto ao lado, uma comemoração de reveillon, também em Floripa. Na foto além da Lenir, aparecem em nossa mesa o meu neto Henrique e na mesa um pouco mais ao fundo, minha nora Zana.
Muita descontração nesta foto em que a Lenir (em Floripa) compartilha com seus pais um belo churrasco.
terça-feira, 12 de junho de 2012
ENCANTAMENTO 12 de junho de 2012

Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes
domingo, 3 de junho de 2012
Boas lembranças que contaminam a vida de felicidade. Lenir e eu em Floripa, verão de 2009
Nesta foto, eu e a Lenir, estávamos em uma praia de Floripa (SC) curtindo o verão de 2009. Este foi um dos muitos momento mágicos de nossa vida (nesta temporada terrênea). O sol deixava nossas peles bronzeadas e o vento não dava sossego aos cabelos. A Lenir, só para variar, estava linda. Minha testa teimava em avançar sobre meus cabelos, combinando calvice e o um tom grisalho alvoroçado.
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